OPEP, por Marcus Lima.

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24/10/2008 14:30

“Hoje a OPEP decidiu cortar em 1,5 milhão de barris/dia a produção entre seus membros. Mesmo assim, o petróleo “derrete” hoje em 6%… Será que a Lei da Oferta e Procura não vale aqui? Sem dúvida que sim, mas há outras Leis em ação hoje…

Os traders dizem que o corte é insuficiente face as notícias de recessão… ocorre que esta desaceleração já ha muito vem sendo precificada; afinal, o petróleo já caiu 50% no último mês. O número de 1.5 milhão de barris/dia de corte é substantivo: o petróleo disparou a US$ 140/barril em meio a notícias de que o gap de oferta e demanda era de 100.000 barris… Parece que este mercado não obedece muito apenas a números…

Pois bem, vou especular sobre algumas razões por trás deste comportamento: Geopolítica. Para entendermos meus pontos, precisamos partir do ponto de que a Arábia Saudita é o grande player da OPEP hoje. Todos os outros membros ou têm grandes problemas de produção (produção declinante, nenhuma capacidade ociosa para jogar com o mercado) ou têm graves problemas de caixa (concentração das receitas do Estado em petróleo, problemas de gastos exagerados). A Arábia é o único pais que não tem nenhum dos 2 problemas: possui um colchão de US$ 1 trilhão em reservas e possui capacidade ociosa para poder jogar com o mercado (tanto na alta quanto na baixa). Portanto, muito do que se decide na OPEP é uma função direta de como a Arábia percebe o mercado ou, mais importante, o mundo.

E é a visão de mundo da Arábia que precisamos entender. Grandes oportunidades geopolíticas hoje se apresentam. Vamos a elas:

1. Irã: este é o principal rival geopolítico da Arábia Saudita. É uma potência regional cada vez mais assertiva, desde que os EUA jogaram a favor quando fizeram do Iraque um país de governo xiita ao mesmo tempo que destruiía o “buffer”  sunita que existia entre o Irã e a Arábia. Bem entendido, árabes e persas (Irã) nunca se entenderam. Soma-se a isso, o Irã, mesmo com o petróleo em alta, tem sérios problemas de racionamento de gasolina (não há capacidade de refino no país) e de colocação do seu petróleo no mercado face os embargos impostos em virtude do seu programa nuclear. (mais…)

Reflexões sobre a crise, por Marcus Lima.

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22/10/2008 19:00

“Ontem, em reunião na Comunidade Européia, o Nicolas Sarkozy, num esforço a mais para combater a crise, tentou vender aos seus pares o conceito de um “Governo Econômico”. Com isso ele quis destacar o estado precário da União Européia no combate a esta crise. Um estado precário pois há um problema econômico de proporções inéditas a ser tratado por uma estrutura sem poder político para tanto: o Banco Central Europeu (ECB).

O ECB tem como objetivo a busca de uma meta de inflação para a zona do Euro. Para tanto, ele determina a taxa de juros de referência como qualquer Banco Central pelo mundo. Ocorre que, no seu caso, a Europa ainda é um aglomerado de Estados-Nação, com economias e principalmente poder político fragmentados. O resultado disso é uma mesma taxa de juros que para um país X pode representar uma política monetária expansiva (juros baixos) e ao mesmo tempo restritiva (juros altos) para outro país Y. Em tempos de bonança (que é o que o Euro até aqui viveu em sua pequena jornada como moeda), este problema é administrável, principalmente via alocação de empréstimos feitos pelos bancos comerciais de um país com filiais em outros, em operações de carry trade por exemplo, que podem suprir de crédito onde há escassez de capital mas abundam oportunidades de negócio. Em tempo de crise, a estória é outra…

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A frase da semana (possivelmente)

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17/10/2008 12:00

Vale a pena ler!
Artigo escrito por Marcus Lima:

“Li ontem uma frase divertidíssima sobre a crise:

“…having decided to make the pig fly, there remains the small matter of how to build a flying pig…” a frase se refere às reuniões havidas no G-7 seguidas das do G-20 no final de semana passado.

Toda a onda de ajuda e intervenções as mas variadas dos governos junto a bancos (e agora indústrias, no caso da Europa) é a decisão de fazer  o “porco voar”: afinal, governo fazendo as vezes de sistema financeiro remete mesmo a algo que tem tudo para dar errado…

É claro que o problema se torna administrativo: como fazer isso? Burocratas despachando de dentro dos bancos? Critérios políticos  decidindo a quem e como financiar? Como “construir um porco que voa”??? Esse é o problema, e será a solução dele que dirá quem sai dessa crise primeiro.

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Crise, crise, crise, crise e mais crise!

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11/10/2008 00:40

Crise, crise, crise, crise e mais crise! É só o que se vê nos grupos de discussão, fóruns, jornais, desenhos… ops desenhos ainda não!

Aos que não presenciaram a crise de 1929, essa é uma boa chance de guardar na memória os atos, fatos, fotos e etc para que no futuro distante possamos comentar com nossos netos. Isso se exister futuro!!! Opa, apelei! Claro que haverá e é sempre assim. São ciclos econômicos e esses ciclos se repetem.

Hoje escutei uma frase de um cidadão americano e achei interessante. Era algo assim:

“Para todas grandes festas, há sempre grande ressaca!”

Achei de uma simplicidade medonha, recheada de análise econômica. Se bem analisarmos os últimos anos, pelo menos 7 anos para cá, só foram alta, alta, alta e alta. Graaaaande festa!!! Agora estamos na ressaca!!!

Quanto tempo vai durar esse enjôo? Alguém tem aí uma “coconut water”?

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Cedo ou tarde?

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07/09/2008 00:10

Será que o governo vendo a crise, ou melhor, o pau comer lá fora não teria tido uma certa lentidão ao agir?

Precisou o mercado parar duas vezes para as autoridades se pronunciarem? Será que se eles tivessem tomado as mesmas medidas na semana passada no primeiro Circuit Breaker o mercado nacional teria reagido de outra forma?

São perguntas sem respostas por se tratarem de Se isso, se aquilo e etc…

Espero que dessa vez as autoridades não gastem toda a reserva de recursos para minimizar a crise!

Quem disse que já não abalou a economia real? Para quem gosta de reportagem de economia, hoje vi uma legal falando sobre o aumento do juros para o consumidor! Aí pergunto: será que não é uma boa desculpa de alguns empresários para ganhar mais, aumentando juros???

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Visão estrangeira do País

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Muito bom artigo escrito por Gary Dorsch (Editor, Global Money Trends newsletter) dando um ótimo panorama da economia nacional.

The Ballistic Brazilian Bovespa Stock Market Index / Stock-Markets / Brazil

Higher prices for commodities from coffee to soybeans and iron ore to crude oil, have brought new found wealth to Brazil. Since the election of President Lula de Silva in 2003, Brazil has emerged as a major player in global trade, and its currency – the real, has climbed by 70% against the US dollar, with a trade deficit shifting into a massive surplus. The Bovespa index on the Sao Paulo Stock Exchange reached a record high of 52,750 this week, and is up 18.2% so far in 2007.

Brazil economic output rose to $1.6 trillion last year, or half of South America’s GDP, and making it the ninth largest economy in the world. Brazil occupies half the South American continent, contains half of its population with 200 million, and is the fifth most populous country in the world. However, there are vast disparities in the distribution of the country’s land and wealth, and Brazil has the greatest number of people living in poverty in all of Latin America.

Still, Brazil’s arrival as a global economic power is linked to its vast mineral resources, particularly iron ore, which is highly prized by major steel makers in China, Europe, India, Korea, and Russia. Thanks to the development of Petrobras’ offshore oil fields, and the country’s extensive use of ethanol, Brazil has also become self-sufficient in energy, ending decades of dependence on foreign oil imports.

Leia artigo completo no endereço abaixo:
http://www.marketoracle.co.uk/Article1063.html

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