Jul 02

02/07/2008 16:50

Escrito por Rogério Rios do BuracoInvest:

Segue atualização dos gráficos de fundos de ações setoriais. Este relatório contém atualizações até o dia 01/07/2008 os gráficos são baseados nos fundos de ações do Banco do Brasil.

Mantendo o mesmo formato dos últimos relatórios mensais, os gráficos estão em ordem crescente de variação no mês de junho/2008.

O primeiro aliás, o último colocado foi o fundo de ações do setor Bancário. Com a grande “correção” do mês, esse fundo apresentou prejuízo de -16,33%.
Apesar de ser um fundo relativamente novo, suas cotações se aproximam das mínimas históricas (em torno de 0,80 pontos) ocorridas desde outubro de 2007.


Seguindo a ordem crescente de classificação, abaixo está o gráfico do fundo de ações do setor de Consumo o nono colocado do mês. O gráfico também mostra que este setor foi bem penalizado, registrando em jun/08 queda de -13,72%. Este fundo também foi criado junto com o do setor bancário e pelo gráfico, percebe-se que, praticamente, já chegou na sua mínima histórica (0,73 pontos). Para quem vem acompanhando o blog, já foi informado que uma estratégia é a venda com o cruzamento de cima pra baixo da Média Móvel de 20 dias (linha azul escura do gráfico).

Na 8a. e 7a. colocação ficaram os fundo de ações da Vale e do setor de Exportação, com variações de -12,43% e -11,32% respectivamente. Pelos gráficos de ambos, as cotações chegam na linha de tendência de alta (LTA) traçada desde agosto de 2006.

No caso do setor de exportação, o gráfico perdeu a LTA 1 vez no período avaliado (região marcada em amarelo).

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Escrito por rodrifernandes

Jun 05

05/06/2008 15:45

Demorou, mas tá aí o balanço mensal dos fundos de ações. As atualizações são até o dia 30/5.

Pelo 2º mês seguido o primeiro lugar ficou para o fundo do setor de siderurgia, rendendo 17% no mês de maio.

Na segunda posição ficou o fundo específico das ações da Petrobrás. Com as máximas do petróleo, as ações da empresa subiram bem, no entanto, as recentes quedas no preço também já traz resultados negativos à Petrobrás (bom ficar de olho no gráfico da Petr4, pois estamos numa zona determinante - mas isso é alvo para outro post).

A 3a. posição ficou para o fundo de sustentabilidade empresarial e a 4a. ficou para o fundo de ações do setor de exportação (ambos com rentabilidade mensal pouco acima dos 11%).



Os fundos de ações dos Bancos, Dividendos e do setor de Consumo vieram em seguida (rendimento em torno de 10%). 

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Escrito por rodrifernandes

Apr 01

01/04/2008 16:50

Todos os créditos para o Rogério Rios.

“Seguem gráficos dos fundos de ações com a atualização do mês de março/2008.

Semanalmente no Buraco Invest prévias de alguns gráficos de fundos de ações.

Primeiramente, tem-se o gráfico da média geral dos fundos que estão sendo acompanhados. O mês de março ficou abaixo de fevereiro, chegando inclusive a ficar abaixo do nível do mês do início do ano (linha vermelha pontilhada). Na gangorra do mercado, as aplicações em ações no 1º trimestre de 2008 não foram vantajosas, por isso a importância de se visualizar os gráficos e tentar rastrear a tendência.


Passando para os gráficos específicos dos fundos de ações, os Fundo do setor de Bancos e Consumo mostram tendência de baixa. Como já falado, estes fundos são recentes e as suas cotações são desde outubro/2007.


O fundo de ações do setor de Siderurgia (fundo também recente), após o bom desempenho no mês de fevereiro, no mês de março ficou meio “de lado” e na última semana passou a fazer cotações abaixo da média móvel de 30 dias (MM30), linha esta que já se mostra “emborcada” para baixo.

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Escrito por rodrifernandes

Aug 23


Fund

23/08/2007 11:46

Após um algum tempo do último Fund Report, está de volta o jeito diferente de analisar os fundos de investimento do Banco do Brasil e com a palavra Rogério Rios:

Depois de um momento de quedas monumentais, o mercado parece se acalmar. Os fundos de ações logicamente acompanharam a queda das ações e devem ter assustado muita gente. Para quem se espantou e resgatou suas aplicações ou migrou para a renda fixa, é bom lembrar que com os momentos de queda podem surgir boas oportunidades para voltar para as aplicações em fundos de investimento em ações. Vou começar mostrando no gráfico abaixo (figura 1) a média das cotações de 9 fundos de investimentos de renda variável do Banco do Brasil. Sem entrar no mérito dos valores, pode-se ver que queda representou um retorno de pouco mais de 4 meses de alta, ou seja, as cotações hoje (agosto) são as mesmas de abril deste ano.

screenshot034.jpg

Pela figura acima (figura 1) o rendimento entre o Topo Histórico (dia 23/07) até a mínima do movimento (até agora – dia 16/08) foi de -16,4%. Porém, essa queda reflete mais em alguns fundos do que em outros. No caso da Petrobrás e da Vale do Rio Doce, a ações têm maior liquidez, o que leva a quedas maiores em momentos de crise, além do que os outros fundos já são uma composição de ações. Pelos gráficos abaixo, a Petrobrás caiu em torno de 18,2% do dia 23/07 à 16/08. A Vale, no mesmo período, caiu 21,2%.

screenshot035.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

screenshot036.jpg

soccer
Nenhum dos fundos de ações se livrou da crise “subprime”, os mais diversificados e setoriais tiveram comportamento semelhante.

Ações Dividendos: queda de 18,0% (entre os dias 23/07 e 16/08)

screenshot037.jpg

Exportações: queda de 18,8% (entre os dias 23/07 e 16/08)

screenshot038.jpg

Figura 5: Fundo de Ações Exportações.

Alguns indicadores gráficos auxiliam na análise de cada fundo, tal como é feita a análise técnica

em ações. A mais comum delas é o acompanhamento entre duas médias móveis. Na figura 5, acima, a linha preta representa a média móvel de 60 dias (MM60) e a azul a de 20 dias (MM20). O cruzamento entre elas indica um momento de aplicação ou de resgate, dependendo do sentido de cruzamento. Continue lendo »

Escrito por rodrifernandes

Mar 09

  • “O POP (Proteção do Investimento com Participação) é um produto de renda variável, negociado na BOVESPA, que proporciona uma proteção contra eventuais perdas (desvalorização) do investimento em ações em troca de uma participação nos potenciais ganhos desse investimento.” Fonte Bovespa

    Muito interessante o processo. Acesse o site do POP Bovespa e entenda mais.

    “Como funciona o POP numericamente falando?
    Suponha que a ação X esteja cotada a R$ 50,00 e que exista na BOVESPA um POP dessa ação com capital protegido de R$ 45,00; percentual de participação do comprador de 80%; e prazo de seis meses. Suponha, também, que você comprou 100 unidades desse POP por R$ 49,00 a unidade. Logo, você investiu R$ 4.900,00. Nesse caso, você:

    a) comprou 100 ações X;
    b) comprou 100 opções de venda da ação X;
    c) vendeu 20 opções de compra da ação X, sendo que as opções possuem um preço de exercício de R$ 45,00.

    Imagine agora duas hipóteses no vencimento deste POP, seis meses depois:

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    Escrito por rodrifernandes

    Feb 21

     

    Fund Report #3

    Com a palavra Rogério Rios:

    Vou aproveitar o breve momento de calmaria aqui e enviar um relatório sobre os fundos de investimentos, dessa vez não mensal, mas apontando o que houve nesses quase dois primeiros meses de 2007.

    Estamos perto do mês de março, 1º bimestre no ano de 2007 e 1º bimestre de novos governos estaduais e do novo mandato do governo federal, que até agora não manifestou nenhuma mudança na política econômica, salvo as promessas de investimentos, principalmente nas áreas de energia (hidrelétricas e combustíveis bio) e na construção civil e com esse último, o setor de infra-estrutura e habitação demandará produtos como o aço, beneficiando empresas como a CSN e Gerdau.

    Fazem muitas críticas a respeito da taxa de juros que, uma vez a inflação estando abaixo das metas esperadas pelo governo, a taxa de juros deveria sofrer quedas mais acentuadas, porém tais quedas, de no máximo 0,5%/mês, acabam por impor uma lentidão no crescimento do país. Ademais, a queda na taxa de juros impacta na redução dos índices de rentabilidade dos fundos de renda fixa.

    As cotações constantes neste relatório são de até o dia 13/2/2007 e todas elas extraídas do site do Banco do Brasil.

  • Nos dois gráficos abaixo (figuras 1 e 2) tem-se uma média das cotações de 9 fundos de investimentos de renda variável. Não entrando no mérito dos valores, pode-se verificar que desde o início de 2007 no geral houve uma queda até a metade do mês de janeiro, vindo a recuperação já ao final daquele mês. No mês de fevereiro, nota-se que as cotações estão “andando de lado”. Poder-se-ia esperar que o início do mês de janeiro houvesse uma correção, momento em que o mercado ganharia força para continuar a subida que vinha tendo desde o fim de setembro de 2006, no entanto, já perto a metade de fevereiro, não temos um rompimento confiável do “topo histórico deste ano”.

    Fund1

     

    1: Média de cotações de 9 fundos de investimento em renda variável.

    Fund2

     

    Como mencionado, em média os fundos apresentaram queda na 1ª quinzena de janeiro e na segunda metade o mês retornaram ao patamar do início do ano. Dessa forma, a seguir estão os gráficos dos fundos:

     

    Ações Dividendos:

    Fund3

     

    Petrobrás:


    O Fundo de ações da Petrobrás apresentou um crescimento acima da média no mês de dezembro/2006, no entanto a queda na 1ª quinzena de janeiro foi mais significativa do que em outros fundos, ficando com o acumulado de janeiro em -4,740%.

    Fund4

     

    A princípio, não há que se preocupar com a Petrobrás no médio/longo prazo, apenas o curto prazo está pressionado e após o anúncio de lucro recorde, o momento pode ser considerado oportuno para entrada neste fundo.

    Para os fundos de ações da Vale e Exportações, o comportamento vem sendo positivo e esses vêm apresentando bons resultados ainda neste mês de fevereiro.

     

    Vale:

    Para a Vale, o cenário é positivo para o segmento de minério de ferro e níquel o que vem traduzindo em resultados crescentes.

    Fund5

     

    Exportações:

    Fund6

    Bem, acho que o mercado está num momento de decisão (e indecisão dos investidores). Alguns fundos ainda mantêm a tendência altista, porém, no geral, o mercado pode estar em mudança de orientação. Cabe agora fazer a opção de esperar para ver, pois no curto prazo existe muita indefinição, ou aceitar que ainda estamos com uma tendência de alta no longo prazo e arriscar um pouco.


    Para os fundos de renda fixa, as constantes quedas nas taxas de juros continuam reduzindo a atratividade desse tipo de aplicação. No gráfico abaixo de um fundo multimercado, vê-se claramente a mudança de inclinação da linha de tendência, resultando na queda da rentabilidade do fundo. Apesar de, nos últimos 12 meses, a média de rentabilidade foi de quase 1%/mês, este ano o acumulado é de 0,561%. Lembrando que parte desse fundo também é composta em renda variável.

     

    Fund7

     

    Rogério Rios Meireles.

    ___________________________

    Veja outros Relatórios:

    Análise Fundos de Investimentos BB

    Análise Fundos de Investimentos Banco do Brasil #2

    Análise Fundos de Investimentos Banco do Brasil #3

    Análise Fundos de Investimentos Banco do Brasil #4

    Blog Bovespa Blog Economia Investimentos Bolsa de valores análise técnica advocacia advogados médicos eletrônicos mobile Assistência técnica SPFC São Paulo Futebol Clube Heroes Brasil tabela imposto de renda 2007 Playstation 3 PS3 Ps2 livros economia Banco do Brasil Investimentos em fundos de renda fixa e variável

    Escrito por rodrifernandes

    Nov 30


    É com grande prazer que publico o relatório de análises dos fundos de investimento para renda variável feita pelo Rogério Rios Meirelles.

    Neste artigo, além de comentar o desempenho mensal de alguns fundos de aplicações em ações do BB, vou também colocar alguns pontos quanto ao perfil de investidores. A idéia é esclarecer melhor cada um que se sinta enquadrado num dos perfis.

    Comentários dos Fundos de Ações do Banco do Brasil (Nov/2006)No relatório #1, apresentei alguns fundos de investimentos em ações do Banco do Brasil além de apontar algumas características. As cotações constantes neste relatório são até o dia 27/11/2006 e todas elas extraídas do site do Banco do Brasil.

    Especificamente na última semana, a bolsa está testando seu topo histórico (TH) e vem corrigindo (dentro da tendência de alta). Espera-se que com essa correção o mercado ganhe força para deixar esse TH para trás já no final deste ano.Ações Dividendos

    Este fundo tem 27,21% acumulado no ano. Em novembro o fundo rendeu 5,025% (praticamente a mesma rentabilidade do mês anterior). Isso significa que quem manteve uma aplicação nos dois últimos meses obteve uma rentabilidade acumulada em torno de 10% (lembro que deve ser descontado o IR e a taxa de administração – 2% para este fundo). No gráfico abaixo, percebe-se no curto prazo o canal de alta, já diante de uma correção em face da chegada ao TH (zona circulada).

    http://img154.imageshack.us/img154/2329/dividendosch7.gif

    Ampliado

    Como auxiliar na análise dos fundos, pode-se construir indicadores alternativos tal como são feitos na Análise Técnica de ações. A idéia é mostrar melhor os momentos de aplicação e resgate. No gráfico abaixo tem-se um histograma que mostra a diferença entre médias móveis de períodos distintos. Quando o gráfico está acima da linha de referência (zero) na cor verde, é um indicativo de que as cotações atuais estão acima da média (a rentabilidade acumulando positivamente), por outro lado, para as barras abaixo da referência (vermelhas) tem-se um indicativo de baixa.
    http://img174.imageshack.us/img174/3782/histogramawq3.gif
    Ampliado

    Petrobrás

    O Fundo de Ações da Petrobrás é um dos fundos “não diversificados”. Neste mês de

    novembro já acumulou uma rentabilidade de 6,227% e no ano 22,425%. O gráfico da Petrobrás, mostrado abaixo, também apresenta um canal de tendência de alta no curto prazo, porém ainda não atingiu o seu TH. A proximidade com a linha de suporte do canal pode estar indicando um momento de aplicação, no entanto pode ser mais precavido aguardar o gráfico romper a resistência apontada na linha azul (cotação em torno de R$6,67, nos dias 1/02/2006 e 9/08/2006 – marcada nos círculos).

    http://img174.imageshack.us/img174/2559/pletroxv1.gif
    Ampliado

    Vale do Rio DoceO Fundo de Ações da Vale manteve uma das maiores rentabilidades no mês de novembro (8,214%) e no ano já acumulou 21,554%, ficando atrás apenas do fundo de ações do setor de Telecomunicações (9,057% em novembro, porém no ano tem acumulado 13,317%).

    http://img213.imageshack.us/img213/8184/valellllllldj4.gif

    Ampliado

    TelecomunicaçõesComo já mencionado o Fundo de Ações do Setor de Telecomunicações foi o 1º lugar no mês de novembro (entre os fundos de ações do Banco do Brasil). No entanto, tal como mencionado no relatório anterior (Fund Report #1) “este fundo (e alguns outros fundos de ações) possui um comportamento diferenciado, o que pode inviabilizar uma aplicação de Longo Prazo”, além de oferecer maiores risco haja vista a sua “instabilidade”. Pelo gráfico abaixo, o TH deste fundo já foi ultrapassado e atualmente tem-se uma correção na tendência altista.

    http://img155.imageshack.us/img155/5816/xxxxxtelemv7.gif

    Ampliado

    MultimercadoEste fundo é uma composição de renda fixa e renda variável.
    Apesar deste fundo não ser considerado um fundo de renda fixa, seu rendimento vem se mostrando seguro e quase sempre acima da média dos fundos de renda fixa como a poupança, referenciados DI, CDB…
    O único ponto a ser mencionado é o fato do gráfico começar a apresentar um

    “afastamento” da linha de tendência linear (linha vermelha). Isso aponta uma mudança na inclinação do gráfico o que pode significar uma queda na rentabilidade. A explicação pode ser em parte devido às quedas na taxa de juros. Até maio/2006, o gráfico permaneceu acima da linha de tendência, com o período de turbulências (junho a agosto de 2006) e diante das constantes quedas na taxa de juros o gráfico passou para a parte inferior da linha de tendência.

    http://img174.imageshack.us/img174/4302/multimercadoti9.gif
    Ampliado

    Perfis de InvestidoresPara tecer alguns comentários, vou classificar alguns perfis de investidores - a idéia é

    tentar orientar melhor cada um que se sinta enquadrado num perfil.

    - Conservador: É aquele que não consegue imaginar que seu dinheiro aplicado teve um rendimento negativo no período. Geralmente opta por uma carteira aplicada em renda fixa em sua totalidade. A intensão maior é ter seu dinheiro atualizado perante os índices de inflação.

    - Moderado: O investidor moderado suporta correr um certo risco. Geralmente compõe sua carteira com alguns investimentos variáveis, no entanto limita-os a uma faixa entre 20% a 30% de suas aplicações.

    - Arrojado: Neste perfil se enquadram os investidores mais agressivos. Os investimentos em renda variável estão acima dos 35% do total de suas aplicações, podendo chegar a acima de 60%.
    è Para os perfis moderado e arrojado a intensão maior é vencer os índices de inflacionários e para isso correm os riscos de algumas perdas.

    Cabe lembrar que existem outros fatores que influenciam na classificação dos perfis apresentada, no entanto vamos manter apenas a idéia da existência dos perfis.

    Aplicar em fundos de investimentos, por natureza, já é considerada uma aplicação com segurança maior, quando comparada a investimentos diretos no mercado financeiro.
    Para fundos de ações, geralmente tem-se uma composição com papéis de várias empresas e/ou índices de setores específicos. Dessa forma e sabendo que uma carteira mais diversificada oferece um investimento mais estável, pode-se colocar uma primeira questão:

    “Aplicar em vários fundos de ações é uma boa opção?”

    1) Para muitos, a resposta está clara: “Se eu tenho R$10.000,00 disponíveis, aplicando R$1.000,00 em 10 fundos de ações terei um rendimento médio de todos os fundos. Caso algum fique negativo, um outro compensará.”

    2) Para outros, a resposta correta é: “Se eu tenho R$10.000,00 disponíveis, aplicando tudo em 1 fundo de ações posso ter um rendimento acima da média de todos os fundos. Só terei que me precaver para controlar e suportar uma perda.”

    Logicamente, não tenho o poder de dizer qual resposta está correta, até por que os R$10.000,00 não são meus. (rs…). Entretanto, os riscos que cada um está correndo são diferentes, sendo maior para o segundo caso (tanto o risco de perder quanto o de ganhar mais). Ressalte-se que fundos de ações já são diversificados por si só e quase todos têm um comportamento semelhante ao IBOV (com exceção de fundos específicos como os de empresas - Petrobrás, Vale, Embraer, PIBB…).
    Outro ponto importante a ser mencionado é o controle de seus investimentos (Gerenciamento da Rentabilidade). Na maioria das vezes, as aplicações em fundos são de longo prazo. No entanto, é importante o acompanhamento para que você trace suas metas, saiba os prejuízos que pode suportar e procure maior rentabilidade.
    Fundos de ações têm tendências de alta e de baixa, além dos períodos de correção. O objetivo do investidor sempre é obter lucros acima da inflação. O acompanhamento dos fundos é importante para que seja detectada uma correção de alta ou uma tendência de baixa e, com esse conhecimento, o investidor retirar sua aplicação antes que perca um valor significativo.
    Geralmente, definem-se limites de perda e até de ganho para uma aplicação. Por exemplo: Ao aplicar R$1.000,00 num fundo de ações, deve-se definir um percentual de perda suportável para que seja dado um prazo para a aplicação. Suponhamos que o valor que a pessoa definiu foi de 5% (ou seja, perda de até R$50,00). Caso o fundo esteja em um período de queda e seja atingido o limite (saldo cai de R$1.000,00 para R$950,00) o melhor a fazer é “engolir seco” e resgatar o valor, antes que o prejuízo seja maior. Ressalte-se que nenhum fundo de renda variável sobe indefinidamente. Mesmo numa tendência de alta, existem períodos em que as cotações caem e o investidor deve saber entender uma queda momentânea do rendimento e tomar uma decisão. Geralmente, quedas de 2% e 3% em intervalos curtos de tempo não apontam uma mudança de tendência.

    Dicas:

    Não tente ser mais agressivo do que o necessário, principalmente quando você está começando a investir seu dinheiro;
    Fundos de ações não sobem indefinidamente, aprenda a entender uma queda momentânea nas suas aplicações;
    Não é por que um fundo de investimento subiu acima da média no mês anterior que você irá apostar todas as suas fichas nele;
    As notícias sobre o mercado financeiro que aparecem nos telejornais SEMPRE são ultrapassadas e desconfie das informações de terceiros. Confirme-as junto ao site do seu banco, junto ao seu gerente ou seu consultor financeiro;
    Nostradamus errou muitas previsões, então, tome cuidado com os palpites não explicados. Afinal de contas é o Seu dinheiro que está em jogo;
    Diversificar demais suas aplicações te protegerá de muitos riscos, inclusive o de obter um lucro maior;
    Realize seu gerenciamento financeiro, imponha limites a perder e também a ganhar, além dos prazos para a sua aplicação;
    Você “obtém lucro” ou “ganha dinheiro” em aplicações, somente após o resgate do valor e o crédito dele em sua conta. Não adianta falar que lucrou 9% em um dia se o dinheiro ainda está aplicado;
    Não faça análises diárias de fundos de ações, até por que você não consegue realizar aplicações e resgates repentinos (automáticos). O D+1 é um inimigo que não tem como mudá-lo. Analise semanalmente e se não agüentar a ansiedade faça de 3 em 3 dias;
    Mantenha-se informado sobre o mercado e entenda quais os fatos e políticas econômicas que influenciam nas suas aplicações.

    Dica Bônus: Se você se sente em condições de aplicar diretamente no mercado financeiro, faça-o, pois as aplicações em fundos de investimentos têm uma latência alta nas operações (por causa dos prazos para aplicação (D+1), resgate (D+1) e crédito em conta (D+4)).

    O momento atual traz muito otimismo para o crescimento do mercado financeiro. Após o período das eleições e com o aquecimento do comércio devido ao período de fim de ano, o mercado vem recuperando o período de tendência de baixa e incertezas que perdurou durante os meses de maio a setembro de 2006.

    Boa sorte nos investimentos!

    Rogério Rios Meireles

    ___________________________

    Veja outros Relatórios:

    Análise Fundos de Investimentos BB

    Análise Fundos de Investimentos Banco do Brasil #2

    Análise Fundos de Investimentos Banco do Brasil #3

    Análise Fundos de Investimentos Banco do Brasil #4

    Escrito por rodrifernandes

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